Hoje o Blog da Criança traz para nossos leitores, meninos e meninas, adolescentes e adultos, uma linda história portuguesa. Já ouviram falar da rainha santa e do milagre das rosas?

Em Portugal existe uma linda lenda relacionada a flores e uma rainha, a qual passo a vos narrar a seguir. Isabel de Aragão, nascida no ano de 1271, em Zaragoza (Aragão – Espanha), foi rainha consorte de Portugal, de 1282 até 1325, e entrou para história de Portugal, como santa, tendo sido beatificada e canonizada; sendo hoje conhecida como Santa Isabel de Aragão.

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Rainha Santa D. Isabel de Aragão
José Gil de Castro – Wikipédia

 A rainha Isabel, casou-se por procuração em Barcelona aos 12 anos em 1282, com D. Dinis I de Portugal, que na altura tinha 19 anos. Naquele tempo isso era natural ocorrer, reis e rainhas de reinos diferentes muitas vezes arranjavam o casamento entre herdeiros de outros reinos para unificar forças políticas, poder e riqueza.

D. Isabel de Aragão quando contraiu núpcias com D. Dinis I,  recebeu como dote muitas vilas, dentre elas Abrantes, Óbidos, Alenquer, e Porto de Mós. Do casamento com D. Dinis I, nasceram dois filhos, Constança e D. Afonso IV. Já na década de 1320, o infante D. Afonso IV, herdeiro do trono, sentiu a sua posição ameaçada pelo favor que o rei D. Dinis demonstrava para com um seu filho bastardo, Afonso Sanches.

D. Afonso decidiu que seria o momento de confrontar seu próprio pai, para defender seu direito de subir ao trono. A rainha Isabel, evitou um conflito armado, e teria apaziguado a situação entre pai e filho, pondo fim ao problema.

Com a morte de D. Dinis, a rainha Isabel ofertou muitos dos seus bens pessoais, e recolheu-se no então Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, vestindo o hábito da Ordem das Clarissas mas não fazendo votos (o que lhe permitia manter a sua fortuna usada para a caridade).

Você deve estar se perguntando, mas e a lenda da rosas? Nasceu como? Já vemos mais abaixo.

A rainha Isabel veio a falecer acometida pela peste, em Estremoz, no ano de 1336. Segundo conta a história, o desejo da rainha era ser sepultada no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, porém como a viagem era longa e o calor abrasador, o ataúde onde era transportado o corpo da rainha, começou a abrir-se em fendas e dele começou a escorrer um líquido, que todos supunham ser da decomposição cadavérica. Porém a surpresa foi quando perceberam que em vez do mau cheiro esperado, saía um aroma suave de rosas do ataúde.

A lenda do milagre das rosas, conta-nos que a rainha Isabel, saiu do Castelo do Sabugal numa manhã de Inverno para distribuir pães aos mais desfavorecidos. Ao sair, deparou-se com D. Dinis I, que lhe inquiriu onde ia e o que levava no regaço. Tendo a rainha Isabel respondido: São rosas, Senhor!

O rei D. Dinis I, muito desconfiado, retorquiu: Rosas, em Janeiro?
Quando então a rainha Isabel, expôs o que levava em seu vestido e alí surgiram rosas, ao invés dos pães que ocultara.

A época exata do aparecimento desta lenda na tradição portuguesa não está determinada; e segundo historiadores este é apenas um dos muitos milagres que foram atribuidos à Santa Isabel de Aragão, levando-a assim à canonização e veneração em Portugal até os dias de hoje!

Eis uma bonita história de uma boa rainha associada as flores, a caridade e amor pelo próximo!

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