A Tartaruga e a Lebre Teimosa

A Tartaruga e a Lebre Teimosa

Uma História Sobre Humildade e Persistência

Todos conhecem a clássica história da Lebre e da Tartaruga, certo? A lebre, confiante na sua velocidade, desdenha da lenta tartaruga, mas acaba por perder a corrida porque se deita a descansar. Pois bem, a nossa história começa exatamente onde essa acaba.

Tartaruga Tina, com a sua carapaça pintada de vitória, regressava a casa tranquilamente quando a Lebre Lara, vermelha de vergonha e raiva, lhe apareceu à frente, ofegante.

— “Não foi justo! Foi só um acaso! Desafio-te para outra corrida, amanhã mesmo!”, exclamou Lara, batendo com a pata no chão.

Tina, que era sábia e calma, olhou para a lebre e disse simplesmente:
— “Se é isso que queres, está bem. Mas lembra-te: numa corrida, nem sempre o mais rápido chega primeiro.”

A Preparação

Naquela noite, enquanto a Tartaruga Tina jantava uma folha de alface com a sua família e ia dormir cedo como sempre, a Lebre Lara não descansouTreinou como nunca! Correu de um lado para o outro da clareira, fez alongamentos, e até praticou sprints. Estava determinada a não se distrair desta vez.

— “Desta vez, não vou falhar! Vou mostrar a toda a floresta quem é a mais rápida!”, pensou ela, convencida.

Os outros animais ficaram muito entusiasmados. O ouriço fez de árbitro, os pássaros formaram uma claque e até o velho mocho concordou em ser o juiz de partida.

A Grande Corrida

No dia seguinte, com o sol a brilhar, as duas competidoras alinharam na partida. O mocho bufou:
— “Preparadas… Listas… JÁ!”

A Lebre Lara disparou como uma seta, deixando para trás um rasto de pó. A Tartaruga Tina começou o seu passo lento, constante e determinado.

— “Vai, Tina! Tu consegues!”, gritavam as suas amigas lesmas.

Lara, a meio do caminho, olhou para trás e não viu sinal da tartaruga. Um sorriso de vitória surgiu no seu focinho. Foi então que passou por um campo de cenouras selvagens, as suas favoritas. O aroma era irresistível!

— “Hum… Só uma. Uma cenourinha para recuperar energias. Tenho uma grande vantagem!”, pensou.

Mas uma cenoura levou a outra, e a outra… Lara distraiu-se a saborear o lanche, esquecendo-se completamente do tempo.

A Chegada e a Surpresa

Enquanto isso, a Tartaruga Tina, sem parar um segundo, continuava o seu caminho. Passou pelo campo, viu a lebre distraída, mas não disse nada. Manteve o foco.

Quando Lara finalmente se lembrou da corrida, deu um salto de susto e disparou em direção à meta. O seu coração batia forte, não do esforço, mas do medo.

Era tarde demais.

Ao chegar, ofegante, viu a Tartaruga Tina já rodeada de amigos, a receber uma coroa de flores das formigas.

— “Mas… como?!”, exclamou Lara, sem fôlego.

Tina aproximou-se e disse, com um sorriso tranquilo:
— “Lara, tu és a mais rápida, sem dúvida. Mas uma corrida, como a vida, não se ganha só com as pernas. Ganha-se com a cabeça, com o foco e com o coração. A teimosia e o orgulho cegaram-te outra vez.”

A lebre baixou as orelhas, finalmente compreendendo. A sua velocidade era um dom, mas sem humildade e disciplina, de pouco servia.

Moral da História

A persistência e a humildade são armas mais poderosas do que a pressa e o orgulho. O caminho faz-se passo a passo, não aos saltos.

“Se fosses um animal da floresta, serias mais como a Tina ou como a Lara? Porquê?”

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Don`t copy text!