Todos nós sabemos que a escola é extremamente importante na vida de uma criança. Muitos de nós  através das experiência escolares que tivemos com determinado assunto, fez-nos gostar muito do mesmo ou repudia-lo totalmente;  chegando a causar-nos até mesmo um certo pavor.

Eu particularmente tive esta experiência por volta dos 8 anos de idade, tive a grande infelicidade de  me deparar com uma professoa já de certa idade e totalmente alienada, a qual causou-me imensos traumas que devo confessar perduram até hoje após 35 anos!

Felizmente hoje a situação é ‘um pouco diferente’, mas ainda assim por vezes nos deparamos com situações similares a que eu vivi em minha infância.

Para ajudar pais e educadores, hoje vou falar de um livro que li e gostei muito. Trata-se do livro ‘Escola! Cuidados na Escolha’ (Ed. Catedral das Letras) autoria de Marco Aurélio Togatlian e Mônica Togatlian ambos Pedagogos e Mestres em Psicologia Social;  que como o próprio título diz aborda o tema sobre a importancia da escolha da escola; e dará aos pais uma excelente base para sentir-me mais confiável para escolher uma escola adequada para o seu filho.

Neste livro você encontrará respostas para perguntas como: Quais os critérios que devo seguir? Porque é tão difícil escolher? O que deve ser levado em conta?

Muitos fatores devem ser levados em conta ao escolher uma escola,  dentre eles os que seguem abaixo, e que são abordados  um a um pelos autores do livro ‘Escola! Cuidados na Escolha’, com a devida  elucidação e aconselhamento aos pais:

– Localização da Escola
– Transporte Escolar
– Horário
– Como chegou até a escola, informações de quem, conheceu como, etc…
– Proposta Pedagógica da Escola
– Espaço Fisico
– Alimentação
– Local destinado às actividades
– Acompanhamento Individual
– Custo
– Aulas de Ingles
– Aulas de Capoeira, Ballet, etc.
– Segurança
– Legalização da Escola
– Organização
– Limpeza
– Janelas
– Como é a prática da sala de aula

Um livro excelente para orientação de pais , que tem como objectivo colaborar na avaliação dos pais em relação ás escolas, apresentando a escola ‘por dentro’.

Para os educadores, também será de grande valia, para que os permita refletir sobre a imagem que a sua escola está a transmitir aos pais e visitantes, bem como qual o tipo de relacionamento estabelecido da escola para com os pais.

– Boa Escolha!

3 COMENTÁRIOS

  1. Nossa, parece que o texto da Maria de Lurdes foi escrito por mim, a diferença é que meu filho tem 8 anos. Sei exatamente como ela se sente – é desesperador. O jeito é rezar para que eles cruzem com professores espiritualizados, que amam o que fazem e que peguem esses casos como um desafio profissional.

  2. Bom dia,
    sou mãe de um rapazinho de 11 anos, neste momento no 6º ano. Não tem problemas de aprendizagem, mas sim de comportamento: dificuldade em cumprir regras, não espera para falar, distrai-se com facilidade, é irrequieto. Na primária, teve uma professora que estabeleceu uma boa relação com ele, de respeito e amor, assim como com todos os seus restantes alunos. Com ela, ele respeitava regras e aprendia. Neste momento, é pouco empenhado, e o que vejo nitidamente é que se empenha conforme a relação que o professor estabelece com ele, ou seja, não depende da matéria mas sim do professor. O meu filho diz-me claramente que para respeitar tem de ser respeitado, que para aprender os professores têm de fazer a parte deles, e que as regras são absurdas, porque é uma criança e não pode brincar. É um desespero, porque os colégios particulares não o aceitam por ele perturbar as aulas, e as escolas publicas têm os mesmos métodos de sempre: repreensão, punição ( que pode ir de trabalhos extras até à suspensão, coisa que ainda não aconteceu mas cuja ameaça está sempre no ar). Isto tudo para vos dizer que por mais que eu dê a volta e tente arranjar uma escola diferente, os parâmetros educacionais são iguais em todo o lado, que reconheço que os professores tentam dar o seu melhor, mas o sistema de ensino está formatado de uma forma que não há saida…e aluno que dê trabalho, é imediatamente excluido, os professores ou por não saberem como, ou porque efectivamente é cansativo, acabam por desistir destes alunos.E todos os métodos que se conhecem e aplicam, toda a criatividade para acabar com os problemas de comportamento são apenas a discutir formas de castigar. Por mim, desespero enquanto mãe e por ver quão difícil é puxarem por ele pelas partes positivas que tem, ao invés das consideradas negativas, e pela intransigência que há em relação a tudo o que é diferente: são os alunos que têm de se adaptar às normas impostas e seculares, não a escola que se adapta a diferentes crianças ou sequer se questiona. Vou tomando hipericão e vitaminas para não me ir abaixo,porque se eu cair caí ele, e porque se há coisa que aprendi é que não vale a pena mudá-lo de escola porque a” base da pizza” é igual em todo o lado. Presto aqui a minha homenagem aos professores mais abertos e que se interessam verdadeiramente pelos seus alunos e que se dispõem a aprender com eles, que tentam fazer as coisas de forma diferente e que acabam eles mesmo excluidos pelo próprio sistema.

    Obrigada por poder desabafar.

    • Ola Maria, muito profundo o seu desabafo e extremamente realista. Na minha opinião como pedagoga, há várias vertentes complexas no quesito educação, quer seja em Portugal quer seja no Brasil. Acho que ‘alguns’ professores atuais não estão bem preparados para enfrentar as crianças, os pré-adolescentes e adolescentes de hoje em dia. Antigamente criança, filho, ou aluno não tinha direito a nada, tinha sim obrigação de estudar e mostrar resultados.

      Hoje em dia nota-se que de facto alguns professores não conseguem lidar bem com alguns alunos que têm determinadas características. Se é diferente, é aluno problema, se é aluno problema é exaustivo. Como geralmente os professores tem sua carga horária sobrecarregada, como é que podem ter serenidade para se dedicar à um aluno ou à um determinado número de alunos? Concordo plenamente que as escolas deveriam desenvolver uma metodologia especifica para determinados perfis. Acho que a relação do professor e da criança têm de ser uma ‘via de mão dupla’, tem que ter feed back, ou seja o profº tem de se aperceber o resultado e a resposta que o aluno lhe está a enviar. Relativamente ao seu filho, penso que quando você diz que ele fala: ‘porque é uma criança e não pode brincar’ é preciso que ele compreenda que todos nós crianças ou adultos temos normas e regras a serem cumpridas mesmo que isto nos deixe chateado. Há hora de brincar, hora de se divertir, hora de ver tv, hora de aprender, hora de conversa, e assim por diante.

      Sim, para ser respeitado é preciso respeitar, mas é preciso ter claro quem infringi a regra do desrespeito primeiro. Felizmente temos muitos professores que têm amor pela profissão e que são diferentes, ainda bem não é? Muito obrigada pela sua participação, e obrigada por partilhar connosco a sua opinião.
      Volte sempre que sentir vontade. 🙂

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