A morte é uma das únicas certezas da vida, conforme nos vamos desenvolvendo, passamos a ter consciência disso. No entanto, o processo do luto não é encarado da mesma forma pelas crianças.

Até aos 5 anos de idade, dificilmente uma criança tem a ideia de finitude. Neste período acha que nós somos todos imortais.

É a partir dos 5 anos que a ideia de finitude começa a aparecer, dessa forma, a criança começa a entender um pouco da morte.

A partir dos 7 anos essa angústia e esse conceito tornam-se ainda mais concretos.

Quando situações de morte, seja de animais de estimação ou de familiares acontecem, é natural que os pais não saibam como agir, e por vezes optam por “proteger” a criança.

Frases como “ele foi viajar” são comuns mas extremamente erradas. No nosso artigo de hoje os pais vão entender como lidar melhor com essa situação, confira.

1 – Animais de estimação

A primeira dica tem relação com os animais de estimação, afinal, não deixa de ser o primeiro luto da criança quando isso acontece.

Muitos pais preferem substituir o animal por um igual ou muito parecido para que a criança não sinta essa perda. Isso é considerado totalmente errado aos olhos da psicologia.

A criança deve sempre saber a verdade, de preferência tente ir contando todos os passos do acontecido para ela assimilar melhor.

Por exemplo, “lembra que o cachorrinho foi para o médico porque está doente?”.

As crianças podem sentir muita dor ao perder um animal de estimação, é nessa fase que a criança vai aprender a lidar com a frustração.

2 – Pessoas próximas

Outra situação também considerada comum é a criança perder pessoas próximas, como por exemplo, os avós. Os pais devem estar abertos ao diálogo com a criança, explicando de maneira lúdica, com recursos e palavras para que a criança possa compreender o que está acontecendo.

Nesse momento os pais devem estar preparados para responder às perguntas, como por exemplo, porque isso aconteceu, onde a pessoa foi, como é esse lugar e afins.

Todas as perguntas devem ser respondidas, levando em conta a linguagem que a criança pode absorver.

Quanto a participar do funeral é uma decisão pessoal de cada família, crianças com menos de 5 anos não costumam entender ou lembrar-se desse momento.

Porém, a partir dos 6 anos a criança já pode participar do ritual fúnebre por alguns momentos, isso também simboliza o fecho de um ciclo, a criança passa a entender o que aconteceu, para onde a pessoa foi e isso ajuda a clarificar a ideia de morte.

3 – Vivenciar o luto

Muitos pais costumam achar que a criança não vai entender o que está acontecendo, mas é um grande engano, elas entendem e podem sentir na mesma intensidade.

A família deve prestar atenção no comportamento da criança, geralmente o luto traz um desempenho escolar ruim, isolamento social, falta de interesse nas atividades.

Algo bem comum é o medo de perder outras pessoas, por isso a criança pode ficar um pouco mais agarrada aos pais.

Tudo isto é considerado normal, principalmente nos primeiros meses onde é preciso adaptação para viver sem o ente querido, além disso, os pais também podem estar passando pelo luto o que “contamina” ainda mais a criança.

Porém, se esses sintomas forem intensos ou demorarem a melhorar, o ideal é que a criança passe por um acompanhamento psicológico. A elaboração do luto é importante para o bom desenvolvimento e até mesmo para a forma com que a criança vai encarar a morte no futuro.

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