Celebramos o aniversário de Amália Rodrigues conhecendo melhor a vida da grande artista através do livro Chamo-me… Amália

Chamo... Amália

Sinopse

Viveu mal, em criança, mas costumava dizer que foi Deus que quis que cantasse. Apesar de só ter a quarta classe, a sua intuição fê-la falar várias línguas. Casou duas vezes e nunca teve filhos. Capaz de fazer rir muita gente, mas quando estava sozinha não tinha o mesmo sentido de humor. No entanto, não gostava sequer de estar na sua própria companhia, dizia. (…)

Apesar de preferir celebrar o seu aniversário no dia 1 de Julho, foi em 23 de Julho de 1920 que foi registada.

Sobre a autora

Jornalista de formação (Universidade Católica Portuguesa), é mãe de um menino nascido em 2008, que lhe tem dado toneladas de inspiração bem como de uma rapariga que nasceu em 2017.

Dedica-se à autoria de livros infanto-juvenis. Como resultado, recebeu o Prémio Revelação do Clube de Jornalistas em 2005.

Maria Inês de Almeida publicou já mais de 40 livros, a maior parte dos quais dirigidos a crianças e jovens, incluindo os particularmente apreciados Quando eu for… Grande (nomeado em 2011 como um dos três candidatos ao prémio do melhor livro infanto-juvenil da Sociedade Portuguesa de Autores e já traduzido para castelhano e chinês), mas também Sabes onde é que os teus pais se conheceram?. De tal forma que, ambos os títulos figuraram na lista “100 livros para o futuro” apresentada por Portugal como convidado de honra da Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha em 2012.

De seguida, replicamos a entrevista realizada pelo Blog da Criança à autora, para que a possam conhecer melhor.

1. Quando começou a escrever livros e porquê?

Formei-me em comunicação social, trabalhei vários anos como jornalista e acabei por começar a escrever livros ainda como jornalista (curiosamente um com a Estrela Carvas que viveu e trabalhou muitos anos com Amália Rodrigues e outro sobre o actor Canto e Castro). Como sabiam que eu tinha muito material sobre a Amália Rodrigues perguntaram-me se não queria escrever um livro para crianças sobre esta fadista tão especial e assim foi. Nasceu o Chamo-me… Amália e a partir daí muitos outros. 

2. Quais os seus principais objetivos enquanto escritora?

Tudo se resume mais ao sentir e à intuição. Nos livros tudo é possível e isso é fascinante. Procuro sempre alargar o universo das crianças. 

3. Como define o seu estilo de escrita?

Não sou a melhor pessoa para responder a essa questão mas escrevo sempre com o coração, com verdade. Escrever para crianças significa, primeiro, saber olhar para elas. Por outro lado obrigada a fazer acordar a memória e a imaginação. Gosto muito de escrever para crianças a partir delas. 

4. O que mais gosta de escrever?

Todos os livros são um desafio. Biografias, livros mais poéticos, livros que abordam temáticas como os livros que tenho sobre os Sem abrigo ou o Diário de um Migrante. Tenho agora uma colecção Diário de uma miúda como tu que estou a adorar escrever. A Francisca personagem principal é uma miúda cheia de causas e de humor e o feedback tem sido fantástico.  

5. Quando começa a escrever um livro já tem a história toda pensada e esquematizada ou vai deixando a imaginação fluir à medida que coloca as palavras no papel?

Depende mas geralmente a imaginação troca sempre as voltas a qualquer possível plano. E ainda bem. 

6. Caso já tenha tudo esquematizado, incluindo o final, alguma vez o alterou porque sentiu que o curso da história a está a levar em direcções diferentes?

Posso saber que final gostaria mas não como chegarei até ele. As crianças são permanente surpresa e por isso a escrita para elas também deve ser e ter essa surpresa. 

7. Quais os autores que são uma referência para o seu trabalho?

Todos os autores que lemos acabam sempre por nos influenciar. Como a própria vida, as experiências, os outros, as crianças. 

8. Qual a melhor lembrança, relacionada com os seus livros, que guarda até hoje?

Todas as idas a escolas seja em Portugal, seja nos outros países em que fui em trabalho são experiências que nunca esquecerei pois o contacto directo com quem nos lê é feito ali. As perguntas, as curiosidades que têm, os trabalhos que fizerem com os professores e partilham. É sempre uma enorme alegria. 

9. O que a distingue enquanto jornalista e escritora?

Enquanto escritora posso imaginar e fantasiar. Mas o que une é o gosto pela observação. 

10. De onde surgiu a ideia para o livro Chamo-me… Amália?

Foi um convite da própria editora e já lá vão uns anos. (Respondi na primeira pergunta.)

11. Porque devem as pessoas ler este livro?

Para ficarem a conhecer um bocadinho mais sobre Amália Rodrigues. Em todos os livros aprendemos sempre mais qualquer coisa que não sabíamos. É um livro para crianças e adultos pois os adultos gostam também muito de ler as biografias que são pensadas para crianças. 

12. Que reação espera do leitor após ler este livro?

Que o queira partilhar com outra pessoa. Ou oferecer a alguém. É sinal que gostou e quer partilhar com alguém um bocadinho daquilo que durante horas ou dias lhe trouxe prazer. 

«Se eu tivesse de resumir toda a minha vida em poucas palavras, perguntam vocês? Olhem, o que talvez me defina melhor é a sensação de ser às vezes duas pessoas diferentes, ter um lado solar e alegre de querer ir colher flores, e um lado noturno, de tristeza sem fim. Ser ao mesmo tempo coração e cabeça.»

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