Segundo estimativa feita pelo Instituto Nacional do Cancer (INCA) a leucemia é um mal que atingirá quase 10 mil brasileiros apenas em 2010. E para salvar vidas, o transplante de medula óssea passa a ser  essencial a estes pacientes. Mas a chance de encontrar uma medula óssea compativel é em média uma em cem mil. Por isso ser um doador voluntário, além de um ato de solidariedade e amor ao próximo, pode também significar a chance de viver para muitas pessoas.

Mas afinal o que é exatamente um transplante de medula óssea? É o tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue. Consiste na substituição de uma medula óssea doente por células normais com o objectivo de reconstituição de uma nova medula, explica Dra. Ana Lúcia Cornacchioni médica onco-hematologista do ITACI – Instituto de Tratamento de Cancer Infantil.

O transplante pode ser autólogo, quando as células da medula provêm do próprio individuo transplantado (receptor), ou alogênico quando a medula óssea ou as células provem de outro individuo (doador). Para que se realize um transplante é necessário existir compatibilidade entre doador e receptor. A probabilidade de um individuo encontrar um doador ideal entre irmãos (mesmo pai e mesma mãe) é de 25%. Já entre o doente e o pai ou a mãe, a chance de compatibilidade é de apenas 5%.

Quando não há um doador aparentado a solução é procurar um doador compatível entre os cadastrados do Registro nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) ou em registros internacionais. Portanto quanto maior for o cadastro maiores serão as chances de se achar uma medula compativel.

O Ministério da saúde (Brasil) lançou em setembro de 2004 uma rede pública de bancos de armazenamento de sangue de cordão umbilical e placentário, a BrasilCord, para o atendimento de pacientes que necessitam de  células-tronco e que aguardam transplante de medula óssea. Atualmente o Brasil soma 2.500 indicações anuais para transplante de medula óssea, das quais 1.500 não  encontram doadores com laços de parentesco e compatibilidade genética.

O sangue do cordão umbilical é um fonte rica de células progenitoras. Após o parto ele permanece no cordão umbilical e na placenta. O uso terapeutico comprovado é a reconstituição de células do sangue, substituindo a medula óssea nos pacientes que não têm doador.

As mães dispostas a doar passam por uma triagem desde o pré-natal.São excluídas aquelas que aperesentarem doenças genéticas e histórico de neoplasia, entre outros, e aquelas que tenham deixado de realizar pelo menos duas consultas no pré-natal.

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O INCA explica abaixo o passo a passo de quem deseja ser um doador:

– Ser um doador de medula óssea é simples e não traz riscos à saúde. Ela é retirada do interior dos ossos da bacia por meio de punções, e se recompõe em apenas 15 dias.

– Para fazer o seu cadastro no REDOME basta comparecer ao Hemocentro cadastrado no seu estado (Brasil), preencher um formulário com seus dados pessoais e coletar uma amostra de sangue de 5 ml.

– É necessário ter entre 18 e 55 anos, estar em bom estado geral de saúde, não ter doenças infecciosas ou incapacitante.

– Os seus dados pessoais e os resultados dos testes sao armazenados em um sistema informatizado que realiza o cruzamento com dados de pacientes. Em caso de compatibilidade, o doador é chamado para exames complementares.

– A doação é um procedimento que se faz em centro cirurgico, sob anestesia peridura ou geral, e requer internação por um mínimo de 24 horas. Nos primeiros dias pode haver desconforto localizado de leve a moderado que pode ser amenizado com o uso de anagésicos. Normalmente os doadores retornam as suas actividades habituais depois da primeira semana.

Para maiores informações acesse:

www.abrale.org.br
www.ameo.org.br
www.inca.gov.br
www.sbtmo.org.br

Fonte Autorizada: Revista Ponto de Encontro (Drogaria São Paulo) Edição 26 Junho/Julho/2010 – Profashional Editora
 

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